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  • Temos uma epidemia de narcisistas?

    Temos uma epidemia de narcisistas?

    Será que estamos vivendo uma epidemia de narcisistas ou simplesmente aprendemos a chamar de narcisismo qualquer comportamento que nos machuca?

    Hoje, a palavra “narcisista” aparece em todo lugar: para falar do ex que não pediu desculpas, da pessoa que terminou um relacionamento sem demonstrar sofrimento, de alguém que gosta de receber elogios ou até de quem posta muitas fotos nas redes sociais.

    Mas existe uma diferença importante entre apresentar características ou comportamentos narcisistas e ter um Transtorno de Personalidade Narcisista.

  • A verdade sobre a motivação

    A verdade sobre a motivação

    Você sabe o que precisa fazer, sabe que deveria começar, e mesmo assim alguma coisa parece impedir você de agir…

    Será preguiça? Falta de disciplina? Ou existe algo mais profundo acontecendo?

    Neste vídeo, vamos entender como o cérebro participa da construção da motivação e por que algumas tarefas parecem exigir um esforço enorme, enquanto outras conseguem prender nossa atenção por horas.

  • A importância dos cartões de enfrentamento: pequenos lembretes que fazem grande diferença

    A importância dos cartões de enfrentamento: pequenos lembretes que fazem grande diferença

    Muitas vezes, quando estamos passando por momentos difíceis, é como se esquecêssemos tudo aquilo que sabemos racionalmente. A ansiedade aumenta, o medo toma conta e pensamentos automáticos negativos parecem ser a única verdade possível.

    É justamente nesses momentos que os cartões de enfrentamento podem fazer diferença.

    O que são cartões de enfrentamento?

    Os cartões de enfrentamento são mensagens curtas e personalizadas, construídas para ajudar a pessoa a lidar com situações difíceis.

    Eles funcionam como lembretes acessíveis de estratégias, pensamentos alternativos e recursos internos que podem ser utilizados quando as emoções estão intensas.

    Podem conter frases como:

    • “Eu já passei por situações difíceis antes e consegui superá-las.”
    • “Sentir ansiedade não significa que estou em perigo.”
    • “Posso dar um passo de cada vez.”
    • “Não preciso acreditar em tudo o que estou pensando agora.”

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), eles são uma ferramenta bastante utilizada para fortalecer respostas mais equilibradas diante dos desafios.

    Por que eles ajudam tanto?

    Quando estamos emocionalmente ativados, nosso cérebro tende a funcionar no “piloto automático”. Isso pode dificultar o acesso a pensamentos mais racionais e estratégias aprendidas em terapia.

    Os cartões ajudam porque:

    • reduzem a intensidade emocional do momento;
    • facilitam o acesso a pensamentos mais realistas;
    • reforçam habilidades desenvolvidas ao longo do tratamento;
    • promovem autonomia;
    • aumentam a sensação de segurança e controle.

    Como usar no dia a dia?

    Os cartões podem ser consultados antes, durante ou depois de situações desafiadoras.

    Alguns exemplos:

    • antes de uma apresentação importante;
    • durante uma crise de ansiedade;
    • após um conflito interpessoal;
    • em momentos de desânimo;
    • quando surgirem pensamentos autocríticos.

    Quanto mais personalizados forem, maior tende a ser o impacto positivo.

    Uma ferramenta simples, mas poderosa

    Os cartões de enfrentamento não eliminam emoções difíceis, mas ajudam a atravessá-las com mais consciência, gentileza e equilíbrio.

    Pequenos lembretes podem se transformar em grandes aliados no processo terapêutico.

  • Por que monitorar sintomas ao longo do tempo?

    Por que monitorar sintomas ao longo do tempo?

    Quando tentamos lembrar como nos sentimos nas últimas semanas, nossa memória nem sempre é precisa.

    Às vezes temos a impressão de que “nada mudou”. Em outros momentos, acreditamos que “sempre estivemos assim”.

    O monitoramento ajuda a enxergar a realidade com mais clareza.

    O que significa monitorar sintomas?

    É registrar, de forma periódica, aspectos relacionados ao bem-estar emocional e físico.

    Por exemplo:

    • ansiedade;
    • humor;
    • irritabilidade;
    • qualidade do sono;
    • energia;
    • motivação;
    • intensidade de determinados sintomas.

    Por que isso é importante?

    Ao acompanhar essas informações ao longo do tempo, torna-se possível identificar:

    • padrões de melhora ou piora;
    • gatilhos específicos;
    • impacto de mudanças na rotina;
    • resposta ao tratamento;
    • períodos de maior vulnerabilidade.

    Pequenas mudanças importam

    Nem sempre a evolução acontece de forma rápida ou linear.

    Ao observar os registros, muitas pessoas percebem avanços que passariam despercebidos no dia a dia.

    Conhecer os próprios padrões é uma forma de autocuidado

    Monitorar sintomas não é vigiar a si mesmo, mas desenvolver mais consciência sobre a própria experiência e utilizar essas informações para orientar decisões terapêuticas.

  • O que são distorções cognitivas?

    O que são distorções cognitivas?

    Você já teve pensamentos como:

    • “Se eu errei, então sou um fracasso.”
    • “Nada nunca dá certo para mim.”
    • “Tenho certeza de que todos estão me julgando.”

    Esses pensamentos podem parecer fatos, mas nem sempre refletem a realidade.

    O que são distorções cognitivas?

    São maneiras automáticas e tendenciosas de interpretar situações.

    Todos nós apresentamos distorções cognitivas em algum momento. O problema surge quando elas se tornam frequentes e passam a influenciar intensamente emoções e comportamentos.

    Alguns exemplos comuns

    Pensamento tudo ou nada

    Ver as situações apenas em extremos.

    “Ou faço perfeito, ou foi um desastre.”

    Catastrofização

    Imaginar o pior cenário possível.

    “Se eu cometer um erro, tudo vai dar errado.”

    Leitura mental

    Acreditar saber exatamente o que os outros estão pensando.

    “Tenho certeza de que acham que sou incompetente.”

    Generalização excessiva

    Tirar conclusões amplas a partir de um único acontecimento.

    “Isso deu errado, então nada funciona para mim.”

    Podemos mudar a forma de pensar?

    Sim.

    Na TCC, aprendemos a identificar esses padrões, questioná-los e construir interpretações mais equilibradas e realistas.

    O objetivo não é pensar positivo o tempo todo, mas pensar de maneira mais justa consigo mesmo e com a realidade.

  • Como a psicoeducação fortalece o tratamento?

    Como a psicoeducação fortalece o tratamento?

    Entender o que está acontecendo consigo mesmo pode ser transformador.

    Muitas vezes, o desconhecimento gera medo, culpa e insegurança. A psicoeducação ajuda justamente a substituir confusão por compreensão.

    O que é psicoeducação?

    É o processo de oferecer informações claras e confiáveis sobre saúde mental, emoções, comportamentos e estratégias de enfrentamento.

    Ela ajuda a pessoa a compreender melhor sua experiência e a participar de forma mais ativa do próprio cuidado.

    Quais são os benefícios?

    A psicoeducação pode:

    • reduzir estigmas;
    • diminuir sentimentos de culpa;
    • aumentar a adesão ao tratamento;
    • fortalecer a autonomia;
    • melhorar a comunicação entre paciente e profissional;
    • promover decisões mais conscientes.

    Conhecimento gera participação

    Quando entendemos o motivo das intervenções terapêuticas, fica mais fácil colocá-las em prática.

    A pessoa deixa de ocupar um papel apenas passivo e passa a ser protagonista do seu processo de mudança.

    Aprender também faz parte do cuidado

    Psicoeducação não substitui a psicoterapia, mas potencializa seus resultados. Quanto maior a compreensão sobre si mesmo e sobre as estratégias terapêuticas, maiores são as chances de desenvolver mudanças consistentes e duradouras.

  • Ansiedade: quando a preocupação deixa de ser normal?

    Ansiedade: quando a preocupação deixa de ser normal?

    Você já ficou preocupado antes de uma entrevista de emprego, uma prova importante ou uma conversa difícil? Se sim, você já experimentou a ansiedade.

    Embora muitas pessoas vejam a ansiedade como algo exclusivamente negativo, ela é uma resposta natural do organismo. Em certas situações, ela funciona como um sistema de alerta que nos ajuda a identificar riscos e nos preparar para desafios.

    O problema surge quando esse alerta permanece ligado por tempo demais ou se ativa em situações que não representam um perigo real. Nesses casos, a ansiedade pode começar a interferir na qualidade de vida, nos relacionamentos, no trabalho e até na saúde física.

    Neste artigo, vamos entender o que é ansiedade, como ela se manifesta e o que a ciência recomenda para lidar melhor com ela.

    O que é ansiedade?

    A ansiedade é uma reação emocional caracterizada por sentimentos de preocupação, apreensão ou medo em relação a eventos futuros.

    Em outras palavras, enquanto o medo geralmente está relacionado a uma ameaça presente, a ansiedade costuma estar ligada à antecipação de algo que ainda pode acontecer.

    Imagine que você enviou uma mensagem importante e ainda não recebeu resposta. Sua mente pode começar a criar diferentes cenários:

    • “Será que fiz algo errado?”
    • “Será que a pessoa ficou chateada?”
    • “Será que aconteceu alguma coisa?”

    Essa tendência de antecipar possibilidades faz parte do funcionamento normal do cérebro humano.

    Por que sentimos ansiedade?

    Do ponto de vista evolutivo, a ansiedade ajudou nossos ancestrais a sobreviver.

    Quando o cérebro identificava uma ameaça, o corpo entrava em estado de alerta, liberando hormônios como adrenalina e cortisol. Isso aumentava a capacidade de reagir rapidamente diante de perigos.

    Embora hoje a maioria das ameaças não envolva predadores ou riscos imediatos à sobrevivência, nosso cérebro continua utilizando mecanismos semelhantes para lidar com desafios sociais, financeiros e profissionais.

    Por isso, situações como: apresentar um trabalho; fazer uma entrevista; resolver problemas financeiros ou receber uma avaliação de desempenho, podem gerar respostas físicas semelhantes às de uma situação de perigo.

    Quais são os sintomas da ansiedade?

    A ansiedade pode se manifestar de diferentes formas.

    Sintomas físicos

    • Coração acelerado;
    • Respiração curta ou sensação de falta de ar;
    • Tensão muscular;
    • Suor excessivo;
    • Tremores;
    • Desconforto gastrointestinal;
    • Sensação de inquietação.

    Sintomas emocionais

    • Preocupação constante;
    • Medo excessivo;
    • Irritabilidade;
    • Sensação de estar sobrecarregado;
    • Dificuldade para relaxar.

    Sintomas cognitivos

    • Pensamentos repetitivos;
    • Dificuldade de concentração;
    • Sensação de que algo ruim vai acontecer;
    • Catastrofização (imaginar os piores cenários possíveis).

    Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, e a intensidade pode variar bastante.

    Quando a ansiedade deixa de ser normal?

    Sentir ansiedade ocasionalmente faz parte da experiência humana.

    Ela passa a merecer mais atenção quando:

    • Ocorre com frequência excessiva;
    • Parece desproporcional à situação;
    • Dificulta atividades do cotidiano;
    • Afeta o sono, os relacionamentos ou o desempenho profissional;
    • Gera sofrimento significativo.

    Isso não significa necessariamente que a pessoa tenha um transtorno de ansiedade, mas indica que pode ser útil buscar avaliação profissional.

  • Por que o Mounjaro sozinho não sustenta o emagrecimento?

    Por que o Mounjaro sozinho não sustenta o emagrecimento?

    Mounjaro pode ser uma ferramenta importante no tratamento da obesidade.


    Mas ele não muda, sozinho, os comportamentos que levaram ao ganho de peso. Mudanças comportamentais e cognitivas são o que sustentam resultados duradouros!

    Neste vídeo, explico porque apenas a medicação não sustenta o emagrecimento a longo prazo, abordando fatores como:
    – Sedentarismo e estilo de vida
    – Quando a comida vira uma forma de aliviar emoções
    – Comer automático e hábitos inconscientes
    – Influência do ambiente no comportamento alimentar
    – Como comportamento e mentalidade afetam o emagrecimento.

    Se você pensa em usar Mounjaro ou já está utilizando, este vídeo pode te ajudar a entender construir um processo que realmente funciona.

  • Higiene do Sono: seu cérebro gosta de rotina!

    Higiene do Sono: seu cérebro gosta de rotina!

    Dormir bem não depende apenas de quantas horas você passa na cama. Pequenos hábitos ao longo do dia ajudam seu organismo a entender quando é hora de ficar alerta e quando é hora de descansar.

    Veja algumas estratégias que podem melhorar a qualidade do sono:

    ☀️ Exponha-se à luz natural pela manhã
    A luz do dia ajuda a regular o relógio biológico e sinaliza ao cérebro quando deve produzir melatonina, hormônio relacionado ao sono.

    ⏰ Mantenha horários regulares
    Tente dormir e acordar em horários semelhantes todos os dias, inclusive nos fins de semana. A regularidade fortalece seu ritmo biológico.

    ☕ Cuidado com a cafeína
    Café, energéticos, refrigerantes e alguns chás podem permanecer no organismo por várias horas. Pessoas mais sensíveis podem sentir impacto no sono mesmo consumindo cafeína durante a tarde.

    🍷 Evite usar álcool para dormir
    Embora possa causar sonolência inicialmente, o álcool costuma fragmentar o sono, aumentando despertares durante a noite e reduzindo sua qualidade.

    📱 Desacelere antes de deitar
    Reserve os últimos 30 a 60 minutos do dia para atividades relaxantes, como leitura, banho morno ou exercícios de relaxamento. Reduza o uso de telas e luzes intensas nesse período.

    🛏️ Use a cama para dormir
    Se permanecer acordado por muito tempo na cama, levante-se e faça uma atividade tranquila em outro ambiente até o sono voltar. Isso ajuda o cérebro a associar a cama ao descanso.

    🌡️ Cuide do ambiente
    Quartos escuros, silenciosos, confortáveis e com temperatura agradável favorecem o adormecimento e a manutenção do sono.

    🏃 Exercite-se regularmente
    A atividade física beneficia o sono, mas exercícios muito intensos próximos ao horário de dormir podem dificultar o relaxamento em algumas pessoas.

    😌 Evite vigiar o relógio
    Olhar as horas repetidamente costuma aumentar a ansiedade e dificultar ainda mais o sono.

    💡 Lembre-se: adultos geralmente precisam de cerca de 7 a 9 horas de sono por noite, mas a necessidade pode variar de pessoa para pessoa.

    Seu sono começa muito antes de você deitar. Os hábitos que você cultiva durante o dia ajudam a preparar o cérebro para uma noite de descanso mais reparadora.